10 curiosidades sobre o vinho brasileiro
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10 curiosidades sobre o vinho brasileiro

Buenas! Em comemoração do dia nacional do vinho brasileiro, comemorado em 09/06, a DV dedica o mês inteiro para aclamar o vinho nacional. Confira neste artigo 10 curiosidades sobre o vinho brasileiro para que você entenda um pouco mais da sua história e panorama atual.


1. Quem trouxe o vinho para o Brasil?



O processo de vinificação de uvas começou com os imigrantes portugueses!


Apesar disso, foram os imigrantes italianos que ganharam crédito por trazer as primeiras vitis vinifera e de fato prosperaram na produção de vinho local.


As primeiras vinificações nacionais datam por volta de 1870. E se concentram majoritariamente no Rio Grande do Sul.




2. Quando o vinho brasileiro começou a ser comercializado no país?

No início da produção de vinho nacional, no final do século 19, toda a produção era praticamente feita para o próprio consumo e ficava concentrada no sul do país. O vinho não circulava como um bem de consumo, até porque, não haviam meios de transporte e rodavias organizadas para cargas secundárias. Somente na década de 20 estabeleceu-se uma logística que favorecia o carregamento e despacho para as cidades mais populosas do país, como o Rio de Janeiro. Assim criou-se um mercado para o vinho brasileiro. Um caminho sem volta de meros 100 anos de existência.


3. Quando ocorreu a virada da produção com foco em qualidade de produto?


No início, como vimos, a produção era familiar. Após o crescimento e demanda do país, os vinhos começaram a circular pelos grandes centros. Porém o quesito qualidade ainda não estava na pauta e vinhos nacionais não tinham boa fama. Em 1970 algumas produtoras de vinhos do velho mundo, como a Moët & Chandon, cheias de know-how e sedentas por um novo e promissor mercado, colocaram seu pézinho no Brasil, estabelecendo filiais produtivas. Com isso, trouxeram muito conhecimento e elevaram a qualidade do produto nacional.



4. O primeiro festival de vinho nacional!



Em 1967 foi criado em Bento Gonçalves um Festival chamado Fenavinho Brasil para promover os vinhos elaborados no país.


A grande atração do evento foi o vinho encanado, que jorrava no chafariz central da cidade. Tradição esta que se repete até hoje no festival, que retomou atividades depois de alguns anos de hiato festivo.




5. Regiões com mais produção no país


Apesar da produção de vinhos no país estar espalhada por mais de 11 estados, o grande volume de vinho nacional ainda está concentrado no sul do país, com destaque para a Serra Gaúcha. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN), existem no país cerca de 1,2 mil vinícolas, 61% das quais estão localizadas no estado do Rio Grande do Sul e outras 30% dividem-se em Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Minas Gerais, Pernambuco e Bahia.


Em SC se detaca o Planalto catarinense, e a Serra Catarinense, São Joaquim e Bom Retiro, foram os municípios escolhidos para iniciar a vitivinicultura na região catarinense no início dos anos 2000. Baixas temperaturas, altitude elevada e solos pedregosos isentos de matéria orgânica caracterizam um terroir propício para o cultivo de uvas viníferas que resultam em vinhos mais encorpados.

6. Produção de Vinhos em Santa Catarina


E por falar em Santa Catarina vamos lembrar um pouco da história de como se iniciou a produção de vinho nessa região. O Planalto Serrano, também conhecida como região de altitude começou a plantar uvas há meros 20 anos . Nessa região do estado a predominância é por variedades Vitis Vinifera, para produção exclusiva de vinhos finos, plantadas entre 900 e 1400 metros de altitude. Diferente das regiões tradicionais, onde a vitivinicultura se desenvolveu em função da imigração italiana, no Planalto Catarinense ela foi baseada em pesquisas científicas, investimento de empreendedores e apoio técnico especializado. Quer saber mais? Confira um artigo dedicado à história do vinho nas Américas, realizado pelo historiador Gil Karlos Ferri em https://falauniversidades.com.br/historia-do-vinho-em-santa-catarina/


7. Como está o Brasil no ranking mundial de consumo de vinhos?

De acordo com o ranking da Cuponation, que contempla o consumo da bebida fermentada da uva de 29 países, o Brasil aparece em 17º, com 330 milhões de litros consumidos pela população anualmente, o que equivale a aproximadamente 1,7 litro per capita, ou mais ou menos duas garrafas.


Portugal é a nação campeã no consumo per capita de vinho, com média de 58 garrafas por ano, por habitante. Em seguida aparecem os franceses, com 54 garrafas; italianos, com 50; e os suíços, em terceiro, com 44 unidades consumidas, em média.


8. Quais uvas plantadas no Brasil para produção de Vinhos?


Bom, para início de conversa, dada a extensão territorial do Brasil, saiba que por conta da variedade de solo e clima, temos uma grande variação de uvas que se adequam às diferente condições. No Sul, mesmo com a larga amplitude térmica, que é favorável aos vinhos, o nível de precipitações também é bastante alto, como no resto do país, o que foi um dos grandes desafios para os imigrantes que iniciaram o plantio de uvas no país.


Durante boa parte do século XX as uvas cultivadas no Brasil são predominantemente americanas, mas com alguma participação das viníferas tanto em vinhos tranquilos quanto em alguns espumantes que começam a ser feitos no país. É em 1970 que o Brasil começa a ver o potencial da produção de vinhos a partir das viti viniferas, empulsionado pela chegada de empresas estrangeiras no país.


Riesling e Merlot foram as primeiras varietais plantadas. Syrah virou a uva emblemática do nordeste. Tannat e Cabernet Sauvignon ganharam destaque no sul do país. E as uvas brancas também despontaram no sul e são as protagonistas dos famosos espumantes da região.


9. Brasil no ranking mundial de produtores de vinhos


Segundo dados da OIV, em 2019 a produção brasileiro de vinhos foi de 2,0 milhão de hectolitros (ou 266.666.666 garrafas de 750ml) , o que, apesar de parecer um número alto, representa uma queda em relação a 2018, quando o país produziu 3,1 milhões de hectolitros.


O país ocupa a 18ª posição no ranking dos maiores produtores do mundo (15ª em 2018), segundo dados da OIV.





10. Indicações Geográficas de Vinhos do Brasil



O reconhecimento de Indicações Geográficas (IG) de vinhos brasileiros estabeleceu um novo capítulo da vitivinicultura nacional, valorizando produtos tradicionais de determinados territórios, possibilitando a proteção da região produtora e garantindo aos consumidores vinhos diferenciados, atendendo requisitos específicos de produção de cada IG.


Vamos a elas:


IG de Vinhos Registradas e Associações de Produtores

IG de Vinhos em Estruturação e Associações de Produtores

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